O BICUDO VERDADEIRO

(orizoborus maximiliani maximiliani)

Bicudo Mustang (Trassi Atelier). Óleo sobre tela - 50cm x 70cm
 

Já no ano de 2009, o Mustang estava com um relógio, ganhando algumas etapas e encantando á todos os admiradores de um bicudo especialista em torneios de fibra. Terminou o ano como 4° colocado gerall do torneio regional de Ribeirão Preto. Infelizmente no ano de 2010 não houve realização do nosso grandioso campeonato. Demorou, mas chegou. No ano de 2011, o Mustang, como sempre, já estava preparado, já havia amadurecido. Nós também, já havíamos adquirido a experiência esperada e suficiente para lhe proporcionar ótimas condições de disputa. Foi quando deram ínicio ao Torneio Regional de Ribeirão Preto e o Torneio Nacional Cobrap. O Mustang, mantendo a sua impressionante regularidade, ganhando algumas etapas, sagrou-se Campeão Regional e 4° colocado Nacional pela Cobrap. (Não disputando a última etapa). Foi a partir desse campeonato, e com todos os nossos acertos e erros que chegamos à seguinte conclusão: " Existem vários tipos de bicudos, uns que só cantam em mini-torneios, outros que só cantam em um único mês da competição, e outros ainda, que somente em um ano de torneio." Mas o Mustang é um bicudo para uma vida de torneios. O Mustang é dono de algumas marcas de dar inveja à grande maioria dos criadores de bicudos do Brasil. Vejamos... Em todos os torneios nacionais da Cobrap, na área da marcação eletrônica, ou seja, a partir do ano de 2004, portanto, nos últimos 9 anos de disputa, o Mustang é o 2° bicudo do Brasil que mais cantou em uma final de etapa. Esse evento, foi no ano de 2012 na cidade Rolândia-PR, finalizando em nada menos que 9:22. Só o saudoso PELÉ, ultrapassou essa marca na época. Outra marca fantástica, foi no Reginal de Ribeirão Preto, com marcação eletrônica, quando no sorteio das estacas, ele caiu ao lado do Tornado (Dr. Lúcio). O Mustang finalizou essa etapa com 9:39.5, seu record ao lado da lenda chamado Tornado. REPRODUÇÃO: No ano de 2010, com a não realização do Torneio Regional de Ribeirão Preto, demos início à reprodução com o Mustang, quando conseguimos tirar alguns filhotes. Nessa temporada de 2013, começamos a debutá-lo, levando-o aos torneios, iniciando assim, sua carreira e aparições pelo Brasil á fora. Como um bicudo que já nos deu tantas alegrias nos torneios de fibras, por esse mundo de Deus, a reprodução não poderia ser diferente. Acreditamos que em pouco tempo, essa raça será usada por todos os criadores e expositores de bicudos do Brasil e o nosso  Mustang será a perpetuação da genética de um Bicudo que além de cantar muito, encanta a todos que o conhece.

Gilberto Massaro Júnior (Orlândia - SP)

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É um pássaro muito apreciado pela sua beleza, possui canto melódico, rico em notas e com voz flauteada. Assume postura ereta ao cantar, com o peito empinado e cauda abaixada, destacando a sua valentia e disposição para disputas territoriais.

 

É atualmente no Brasil um dos pássaros canoros mais afamados e procurados. Ocorrem variações regionais e individuais no canto e na cor do bico. Nas provas de canto e fibra nos torneios brasileiros os mais alegres rodam a gaiola dando um show de raça, beleza e repetição.

 

Voa com facilidade longas distâncias e alcança altitudes muito elevadas com rápida velocidade, favorecido pelo seu pouco peso que é geralmente cerca de 25g, com comprimento médio de 16cm e uma envergadura de 23cm. Sua cauda é composta por 12 penas e cada asa possui 17 penas. É dotado de uma ótima visão, possui um bico grosso e cônico.

 

Apesar da excelente adaptação, em ambiente doméstico, à diversidades climáticas, prefere regiões de clima quente, com temperatura acima de 25º. Habita veredas com arbusto, beira de capões, brejos, principalmente, onde haja água abundante e, também, a ocorrência do capim-navalha (hipolytrum pungens), que é o alimento básico do bicudo em ambiente natural.

 

Este capim é regulador do intestino, conserva o bico e, principalmente, ajuda o pássaro a se recuperar de qualquer tipo de queda de resistência física. Porém, sabemos que contém muito cálcio, não devendo ser administrado em excesso nos ambientes domésticos. Aprecia, ainda, o arroz, o que colabora muito para o seu desaparecimento, por causa dos agrotóxicos.

 

Quando adulto, os machos apresentam coloração preta, com uma mancha branca na parte externa das asas. A parte inferior das asas apresenta nuances de branco. Com exeção encontramos alguns apresentando plumagem totalmente preta ou penas isoladas brancas na cauda e asas. Seu bico é branco ou manchado na maioria. Os da subespécie astrirostis apresentam seu bico totalmente pretos.

 

As fêmeas e os filhotes apresentam coloração parda e tons de castanho. Durante a muda de penas eles não cantam. Com o passar dos anos e a perda do seu habitat natural, a sua adaptação a vários tipos de ambientes se tornou comum, a sua procriação se torna cada vez mais fácil, graças à dedicação dos criadores de todo o Brasil.

 

O bicudo é um pássaro territorialista, isto é, dominam um espaço onde não permitem a presença de outros exemplares de sua espécie.  O tamanho do território é, aproximadamente, 100 (cem) metros de diâmetro ao redor do ninho, onde seu canto possa ser escutado com nitidez. Esta área territorial é utilizada, principalmente, na estação reprodutiva. As fêmeas, também, são muito agressivas, sendo capazes de travar lutas de morte com outras fêmeas para defender seu território e seu macho.

 

Os bicudos são monogâmicos, ou seja, vivem em casais estáveis, que estão juntos durante a maior parte do tempo. Voam um atrás do outro, procurando não se separar muito e mantendo comunicação através dos piados e do canto. As fêmeas se impõem na hora da alimentação. Os machos e as fêmeas são vigilantes e alertas; movimentam-se muito.

 

Na natureza não há registro de exemplar que tenha vivido mais que dez anos pelo fato de ficarem muito expostos aos inimigos naturais, como aves de rapina, pássaros maiores, répteis, o homem, doenças, brigas entre indivíduos da mesma espécie, dificuldade de alimentar-se em épocas de seca e destruição dos habitats naturais.

 

Porém, em ambiente doméstico, onde os mesmos contam com a proteção dos criadores, alimentação balanceada e medicação apropriada, existem inúmeros pássaros com 20, 30 anos ou mais que ainda participam de torneios. Possuem a capacidade de reproduzir-se com idade avançada. Esta característica é utilizada pelos criadores para realizar melhoramento genético. Através do cruzamento de pássaros campeões, estaremos garantindo a obtenção de filhotes com grande qualidade.

 

Atinge a maturidade sexual com cerca de dois anos e meio. Com a sucessão das gerações reproduzidas em ambiente doméstico, estão se tornando mais precoces, com machos iniciando a reprodução com dois anos e as fêmeas com um ano e meio. Porém, essa precocidade pode prejudicar, principalmente, a fêmea ao longo da sua vida.

 

As posturas vão de dois a três ovos (em alguns casos chegando a quatro) e o período de incubação varia de 13 a 15 dias. A estação reprodutiva vai de julho a março e um casal pode tirar uma média de cinco ninhadas no período. Na maioria das vezes o resultado de uma ninhada é um casal de filhotes.  Atualmente são reproduzidos com certa facilidade em ambiente doméstico, e é essa a grande garantia para a perpetuação da espécie.


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