GAIOLA x TRÁFICO DE ANIMAIS

07/12/2010 00:21

A NOTÍCIA...

Nesta quarta-feira, 1º, a Secretaria Estadual do Ambiente, SEA, e o Instituto Estadual do Ambiente, Inea, realizam campanhas educativas para marcar o Dia Estadual de Repressão ao Tráfico de Animais Silvestres. As atividades estão programadas para acontecer entre 9 e 16 horas, no Largo da Carioca, no Rio de Janeiro, em Nova Friburgo e em Mesquita.

 

Uma gaiola de 2mx1m será instalada no Largo da Carioca, para os visitantes que queiram vivenciar a experiência de um animal aprisionado. Além dessa atividade de conscientização, serão distribuídos materiais informativos e exibido o filme Silvestre não é PET, lançado recentemente pela Sociedade Mundial de Proteção Animal, WSPA. O Parque Estadual dos Três Picos, em Nova Friburgo, contará com uma exposição de brinquedos feitos a partir de gaiolas apreendidas em ações de fiscalização do órgão estadual. No Paço Municipal de Mesquita serão realizadas atividades educativas como uma oficina de recicláveis, que ensinará a criar beija-flores com garrafas PET.

 

As ações continuam, também, durante a semana. Na sexta-feira, dia 03, acontece o 1º Seminário Estadual de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres, no auditório da sede do Inea, na Avenida Venezuela, 110, no Rio. Domingo, das 9 h às 16h, acontece uma ação educativa no Encontro das Águas, na Lagoa Rodrigo de Freitas. *Com informações do Inea.

 

 

O COMENTÁRIO...

Sr. Presidente e demais,


Desculpem-me a minha sincera santa ignorância, mas o que uma gaiola tem haver com o tráfico de animais silvestres?  Para o leigo, penso, o efeito será o entendimento que gaiola está vinculado ao tráfico e, em conseqüência, ainda que por via oblíqua, nos atinge ou respinga em nós, mas enfim, posso estar redondamente enganado.

 
Abraços,
Antonio José Pêcego - Uberlândia / MG

www.criatoriomuralha.com.br

https://curioclassicotorneios.blogspot.com/

 

A BRILHANTE EXPLICAÇÃO...

Fernando Martuscelli (fernando@martuscelliassociados.com.br)

 

Dr. Pêcego.

 

Com base no princípio da isonomia, poderíamos construir um aquário para transeuntes, em uma praça qualquer. E colocar alguns técnicos do IBAMA dentro d'água.

 

A esmagadora maioria dos peixes brasileiros criados em aquário é capturada com autorização do IBAMA. O tráfico de peixes é, com ressalva para algumas poucas espécies, lícito no Brasil.

 

Milhares de peixes morrem, no fluxo da região amazônica para o mercado consumidor. E morrem nos aquários, por choque de PH, excesso de amônia, falta de alimentos vivos, etc. A proporção final não é de um em cada 10 (como se alega para o tráfico de aves), mas 100 em cada 100.

 

O Neon Cardinal não é criado Brasil. 100% capturados. 100% morrem sem reprodução. São 100% reproduzidos na Tailândia. Detalhe é que o leito das hidrovias amazônicas – quem já viu sabe o que eu falo – é forrado de plástico. Resumo: Captura lícita e pressão por poluição, igual à extinção.

 

Se tiver algum técnico do IBAMA lendo este post, responda com integridade e consciência: Qual a razão dos dois pesos e duas medidas? Aquarismo é confinamento. Baby beef é confinamento. Frango de granja, peru Sadia, Kobe beef do Rubayat em São Paulo, tanques rede, etc.

 

Cachorro em apartamento não é confinamento? Colocar um cão pastor para ser pet não é absurdo? O São Bernardo não foi selecionado geneticamente para os Alpes da Suíça? Como é possível criá-lo no Brasil.

 

E o Cão D'Água Português, que foi selecionado geneticamente para ajudar na pesca, lá na terrinha? Talvez, no apartamento, ele possa pescar peixes em aquários bem grandes, onde nós licitamente possamos colocar um pirarucu, um aruanã e outras jóias dos rios brasileiros. Um confinado se desestressando com outros confinados. De resto, essa visão de que PETs são apenas os europeus, é estória para inglês ver.

 

Nos EUA há criação de skunks – para nós seria o cangambá ou jaratataca – animal selvagem que foi domesticado e, do preto e branco selvagem, selecionado para branco, ágata, cinza, azul, etc. Animal ultra dócil.

 

Nos EUA há a criação de ferrets. Nosso furão (Galictis cuja, por exemplo), nem pensar. Nos EUA é criado o Vison ou American Mink. Criado confinado e abatido para produzir pele.

 

Absurdo não é? Mas com o boi a gente faz pior, porque castra antes de dar fim nele.

 

E assim vai... Nenhum desses animais é um PET por natureza!

 

O boi europeu descende do Auroque, o gato doméstico descende do gato dos juncos do Egito (e do lince europeu, do lince americano Bobcat, etc.). O cachorro descende do lobo; a ovelha descende de um selvagem também. A galinha do Bankiva, e assim vai... 

 

Só que nós temos 500 e poucos anos de história. Não pudemos extinguir o que os europeus extinguiram. Não podemos domesticar o que eles domesticaram? São uns 10.000 anos contra 500. 

 

Eu tomei a decisão solene de dar seguimento à ironia fina do Fuji, se bem que eu não consiga. Vou criar apenas animais oriundos de Marte.

 

Eu tenho uma sugestão:

Discutir o tema na AMAGIS. Nos congressos da AMAGIS. Não sobre os animais de Marte (a ironia não é para o Sr., é para algum menos avisado das ONGs alienígenas que temos), mas sobre direitos do cidadão sobre animais integrantes da fauna: o direito de domesticação. 

 

Um grande abraço a todos, 

Fernando


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